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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

LHC

Foi posto hoje em funcionamento o Grande Colisor de Hadrons (Large Hadron Collider - LHC). Abaixo, um rap que resume bem as atividades do LHC.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Assistindo aula no MIT

O Massachusetts Institute of Technology disponibiliza, através do OpenCourseWare, aulas nos mais diversos assuntos. Lá, encontram-se vídeos com as aulas de física do professor Walter Lewin sobre mecânica clássica, eletricidade & magnetismo e ondas & vibrações. E uma série de pessoas falando sobre diferentes tópicos em relatividade geral & astrofísica (dentre eles, o famoso criador do modelo inflacionário para o Universo, o americano Alan Guth).

Na verdade, há material também sobre vários outros assuntos. Mas nem todos possui vídeos de aulas (por exemplo, somente o áudio da aula sobre neurociências é oferecido).

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Gosta de Simpsons?

Você não é único. Olha só o que a negada anda fazendo pelaí pelo mundo:

1. Em carne e osso:



2. 3D



3. Acústico



4. Achou pouco? Então com duas guitarras



5. E com bateria?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Da capacidade de admiração

Para apreciar a beleza de uma resposta, é necessário compreender a profundidade da pergunta.

É por isso, no meu entender, que acontece coisas como a que aconteceu comigo quando estava no segundo grau e tive que ler - e odiei - o poema Morte e Vida Severina, que me pareceu um excelente texto quando o reli anos depois. Entendo que nas artes há a beleza evidente e aquela oculta. A beleza oculta na poesia de Camões está na estrutura dos versos e a beleza oculta da pintura de Escher está no jogo que ele procura fazer com a representação de três dimensões em apenas duas. Em outras palavras, para apreciar a beleza de um triângulo de Penrose (ao lado) é necessário compreender que aquilo que está diante de si é uma representação do impossível.

Com tudo isso em mente, entendo que a ciência nos mostra a beleza oculta da Natureza. É buscando compreendê-la que entendemos o quão delicada e sofisticada é. E isso me lembra este vídeo, de Richard P. Feynman:



(resumidamente, em tradução livre):
"Tenho um amigo artista que [...] mostra uma flor e me diz: 'Veja como é bonita. Como artista, eu vejo esta beleza. Vocês cientistas a dividem em partes e a analisam e ela se torna uma coisa chata!', mas eu não concordo com ele. A beleza que ele vê pode ser vista por outras pessoas, inclusive por mim. Mas ao mesmo tempo, eu vejo muito mais naquela flor, pois eu vejo as células e os processos todos que ocorrem nesta escala tão pequena, em que também há beleza. Quero dizer, há beleza também na estrutura interna da flor, além daquela visível a olho nu."

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Será esse o Universo em que vivemos? (ENFPC - II)

A palestra de abertura do Encontro Nacional de Física de Partículas e Campos foi dada por Glenn Starkman. O título da palestra é uma "provocação" à física de que dispomos hoje, que explica tão pouco do Universo. Segundo Starkman, o modelo que temos para explicar os dados experimentais, o Modelo da Concordância (ou, em inglês, Inflationary Lambda Cold Dark Matter Big Bang Model) é um modelo fenomenológico que indica uma falta de uma física mais fundamental.

Cada um dos termos do Modelo da Concordância, foi introduzido quase que independentemente para explicar diferentes observações estranhas. O "Inflationary" procura resolver, por exemplo, o chamado "problema do horizonte". Na palestra, Starkman explicou este problema solicitando que todos contássemos juntos em voz alta até 5 e batêssemos palma. Depois, pediu que contássemos até cinco mentalmente e de olhos fechados e batêssemos palma ao fim deste tempo. Não foi surpresa a ninguém o fato de que no segunto caso as palmas não foram uníssonas. Em outras palavras, sem uma comunicação entre os diversos indivíduos, o comportamento não foi homegêneo... Com o Universo, acontece que ao olharmos para a esquerda e para a direita vemos regiões que não se comunicam (já que a luz demora um tempão pra ir de uma ponta a outra e é o troço mais rápido que temos). O problema do horizonte é que essas duas regiões são essencialmente iguais, ainda que não se comuniquem! A idéia de inflação diz que o Universo passou por uma fase de rápida expansão levando pontos que estavam próximos e se comunicavam para regiões muito distantes (o que observamos hoje).

O "Lambda" refere-se à letra que usamos para representar uma constante adicionada às equações de Einstein. A "constante cosmológica" resulta numa certa repulsão. Como se fosse uma gravidade às avessas, e isso dá conta (ou pelo menos é uma proposta para dar conta) da energia escura. O problema que isso busca resolver é o seguinte: Quando uma coisa explode, tende a se afastar do centro da explosão, mas perde velocidade com o tempo. No dia-a-dia, a perda de velocidade deve-se, principalmente, ao atrito com o ar. No caso do Universo (que acredita-se ter surgido numa explosão - o big bang), essa desaceleração era esperada, já que matéria atrais matéria e, como todo mundo se puxando, não se vai muito longe... O problema é que na década passada, descobriram que o Universo está aumentando a velocidade com que se expande! Como se tivesse alguma coisa que vencesse a gravidade, que tenta puxar tudo de volta... Essa coisa estranha, é a "energia escura" e a constante cosmológica é apenas uma das alternativas. Há ainda modelos como quintaessência e outro com gás de Chaplygin, dos quais eu nada sei.

O "Cold Dark Matter", ou matéria fria e escura, é um tipo de matéria que é adicionada às nossas teorias para explicar o fato de que os objetos que observamos no céu não dão conta de explicar o que vemos. Aparentemente, há alguma coisa lá que não emite radiação eletromagnética (por isso, "fria" e "escura"). Estamos um tanto quanto perdidos para explicar o que seria isso. Há propostas de que seriam objetos (chamados coletivamente de MACHO's) como anãs-brancas e buracos negros. Há também a proposta de que a matéria escura seja um tipo de partícula que interage muito fracamente, mas que possuem massa (WIMP's). Essa coisa de matéria escura não é somente teoria. Tempos atrás, o telescópio Hubble descobriu o que seria um anel de matéria escura. Embora não se possa ver este tipo de matéria, sua gravidade distorce a luz de objetos "próximos"... Embora esteja, infelizmente, em inglês, o vídeo abaixo pode ser de alguma ajuda para entender a descoberta do Hubble:



Bom, acho que falei tudo o que é viável dizer numa postagem de blog sobre os termos que juntos nomeiam o Modelo da Concordância. O ponto principal aqui, que por tabela segue o que me pareceu ser o ponto principal da palestra do Starkman, é enfatizar que cada um desses nomes é adicionado ao Modelo do Big Bang quase que à força e que há muito o que fazer em física... Não disse acima, mas essas "coisas escuras" constituem cerca de 95% do Universo. Ou seja, tudo o que é descrito pela física é apenas uma ínfima minoria... "Será que o Universo descrito pelos físicos é aquele em que vivemos?", pergunta Starkman.

A palestra terminou dizendo que vivemos numa época frutífera:
A perfect time for observers to observe, experimentalists to experiment and for young minds to invent.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Tempo, tempo, tempo, mano velho!

Eu sei, eu sei... Nem dá vontade de vir aqui, já que as postagens têm sido tão esparsas, né? Quando me falavam desse tal de doutorado, me diziam que era necessário estar disposto a estudar em fins-de-semana de vez em quando. Eu, que nunca tive problemas em estudar em fins-de-semana, pensei que seria uma boa: Estudaria (de vez em quando) nos fins-de-semana e faria alguma outra coisa durante as semanas. Mas eis que esse troço tá me exigindo que eu estude também durante a semana e é por isso que escrevo pouco aqui... A menos que seja bobagem como essa, que me vem à mente a custo zero. Para escrever outra coisa, tem que pesquisar, ler, cuidado nos acentos, nas letras, nos links... resumindo: tempo.

Há muita coisa legal pra dizer aqui. Muita coisa que queria mostrar aos poucos que vêm aqui. Tanta coisa atolada, que quando tiver tempo não as escreverei mais de tão antigas. Mas pelo menos quero terminar de falar de umas coisas que ouvi no ENFPC. Parte da explicação pela demora, além da coisa do tempo, é o fato de que eu pedi ao Glenn Starkman pra ele me enviar os slides que ele usou na palestra dele e ele ainda não o fez... provavelmente não o fará... hehehehe... Vou ter que me basear só nas minhas anotações... Em breve! (Espero!)

Por enquanto, resta-me apenas entretê-los com alguma coisa. Fiz este vídeo tempos atrás. É uma música de Raul Seixas (of course!), baseada num livro de Richard Bach. O livro chama "Ilusões - As Aventuras de Um Messias Indeciso", e a música é "Messias Indeciso". Pus legendas em inglês na esperança de divulgar o trabalho do Raulzito para quem não sabe português. Sem mais delongas, ei-lo:



segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Telecinética é possível?

Mover um objeto usando apenas o pensamento para fazê-lo é algo denominado telecinese e é um prato cheio para ficções científicas. Muito embora não do modo como a Jean Grey ou o professor Xavier fazem em X-men, talvez isso venha a ser parte do nosso cotidiano em algumas décadas.

Possível, já é: Fizeram uma cadeira de rodas que movimenta-se através de comandos mentais:




Vi esta notícia no New Scientist e o projeto The Audeo pretende criar aparelhos que produzem sons obedecendo a comandos mentais. Pessoas que não falam há anos por problemas físicos, poderiam voltar a falar. (Se entiver interessado em maiores detalhes - muito mais detalhes, na verdade - a equipe do The Rehabilitation Institute of Chicago oferece informações, demonstrações e notícias para quem se cadastrar aqui).

Atualmente, por exemplo, o físico inglês Stephen Hawking movimenta apenas um dedo e o usa para movimentar sua cadeira de rodas e buscar palavras num monitor acoplado à sua cadeira de rodas e depois dar o comando para que o sintetizador de voz as pronuncie... Isso faz com que ele demore muito para completar uma sentença. (Mas Stephen diz que o seu único problema é o sotaque americano!) Se perdesse o movimento deste dedo, somente coisas como o que propõe o The Audeo permitiria que Stephen falasse.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

O Mundo de Beakman

Saudades do Beakman... Vejamos um em que Paulo Curioso, de Laboratoriópolis pergunta "Como os cientistas descobrem as coisas?". Eis a exposição a la Beakman do método científico:



No Beakmania, uma seqüência de respostas curtas a várias perguntas. Abaixo, ele responde a: "Chiclete é feito de que?"; "Quanto tempo dura uma nota de um dólar?"; "É verdade que os grilos escutam pelos joelhos?"; "Lesma dorme?" e "Por que choramos ao cortar uma cebola?". Com vocês, o primeiro, o único, o Beakman:

terça-feira, 31 de julho de 2007

Abre-te Sésamo!

Há muito tempo, uma amiga me emprestou um CD do Raul Seixas (sabia que eu era "fã"). Chamava-se "Abre-te Sésamo (download neste link!)" e não continha nenhuma das músicas que eu conhecia do Raul. Mas gostei do disco. Sei lá por que. Gostei do som, ou estava disposto a gostar, já que era "fã".

Dia desses ouvi de novo o disco e vi que não tinha como eu entender naquela época... Num humor refinadíssimo, Raul me fez rir bastante. Hoje, sou (sem aspas!).

Para entender em que sentido o disco é engraçado, a chave é entender o nome do disco. Raul referia-se à abertura política que a que o Brasil se propunha nos anos 80. Decidiu, então, "provar" que a censura ainda estava à solta.

Faixa a faixa, Raulzito fala de todos os assuntos que provocariam a censura. O parceiro Cláudio Roberto conta que os dois procuravam por algo que não se pudesse falar. É engraçado vê-los tentar de tudo:

1- Abre-te Sésamo (Agredindo políticos, duvidando da abertura política):
Lá vou eu de novo
Um tanto assustado
Com Ali-Babá e os 40 ladrões
Já não querem nada
Com a Pátria Amada
...
É tudo mentira
Quem vai nessa pira
Atrás do tesouro do Ali-bem-bem

2- Aluga-se (ironia sobre a influência estrangeira no Brasil):
A solução é alugar o Brasil!

3- Anos 80 (Censura de músicas):
Gente afirmando
Não querendo afirmar nada
Que o cantor cantou errado
E que a censura concordou

4- Ângela (Referências ao ato sexual):
Rouba do meu leite agora

Minha espada erguida para a guerra
Com toda a fúria que ela encerra
No entanto é tão doce
É tão doce para Ângela
Ângela, Ângela


5- Conversa Para Boi Dormir (Críticas à ditadura, palavras chulas):

Há quanto tempo que o Brasil não ganha
Isso é conversa pra boi dormir
Espero em Deus porque ele é brasileiro
Pra trazer o progresso que eu não vejo aqui

André Ledani só faz confusão
Sonhei com ele e mijei no colchão

(André Midani era presidente da Warner Music. Leia o post de 15.1.07 deste blog)

6- Só Pra Variar (Ameaça):
É pena não ser burro...
Não sofria tanto...
Essa noite eu vou dormir...
Botar as manguinhas de fora...
Dizer que eu estou chegando
Botando pra quebrar

7-
Baby (Incentiva adolescentes ao sexo e à desobediência religiosa):
Baby hoje cê faz 13 anos
Vejo em seus olhos seus planos
Eu sei que você quer deitar
Não dar ouvido à razão
...
Baby, abraça seus livros no peito
Esconde o que é tão perfeito
...
A madra na escola te ensina
A reconhecer o pecado
E o que você sente é ruim
Mas, Baby, Baby
Deus não é tão mau assim!
...
Baby, no quarto crescente da lua
Descobre a vontade que é sua

8- À Beira do Pantanal (Descreve um crime premeditado):
Foi lá na beira do pantanal
Seu corpo tão belo enterrei
...
O sangue que dela jorrava
A sede da terra acalmou
...
E lá onde jaz o seu corpo
Cresceu junto com o capim
Seus lindos cabelos negros
Que eu regava como um jardim


Todas estas músicas passaram pela censura...

... Talvez com isso, Raul estivesse convencido que não havia mais censura no Brasil. Mas havia. E ele provou com Rock das Aranhas:


sábado, 28 de julho de 2007

Os Simpsons

Como seriam os personagens de Matt Groening com os traços de desenho japonês? A ilustradora japonesa Space Coyote acha que seriam assim:


Outra coisa d'Os Simpsons que achei interessante, foi a versão deles do filme "300":


sábado, 14 de julho de 2007

Dia Mundial do Rock

Ontem, 13 de Julho, foi o Dia Mundial do Rock! Minha homenagem, é claro, é postar aqui um vídeo do Raulzito. Esta música deu nome a este blog e dizem mostrar a influência de Bob Dylan no trabalho do Raul.

Com vocês, Raul Seixas:



E o que é a tal da Sociedade Alternativa?

"Sociedade alternativa, ... É um sapato em cada pé, é direito de ser ateu, ou de ter fé, ter prato entupido de comida que você mais gosta, é ser carregado, ou carregar gente nas costas. Direito de ter riso de prazer e até direito de deixar Jesus sofrer"

terça-feira, 3 de julho de 2007

Aplicando leis da física à desenhos

Achei muito interessante o programa de computador apresentado no vídeo abaixo. Não tenho informações adicionais. Apenas o encontrei no You Tube...

Trata-se de um programa que entende os desenhos como sistemas físicos sujeitos às leis da mecânica. Por exemplo, se desenhamos uma bolinha em cima de um plano inclinado, imaginamos o que ocorreria se tivéssemos aquela situação no mundo real. Com este programinha, o computador também consegue "imaginar", simulando a evolução temporal do sistema!

No vídeo, um cara explica algumas regras. Marca-se quais desenhos ficarão fixos na simulação com um X e informa-se em que direção age a gravidade com uma seta... Bom, vejam o vídeo:

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Pálido Ponto Azul

Um trecho do livro "Pale Blue Dot", de Carl Sagan:



A idéia do livro, surgiu assim:

As naves Voyager 1 e 2 foram lançadas pelos EUA em 1977 com a missão de fotografar as luas e os planetas do sistema solar.

Quando a Voyager 1 passou por Saturno, por volta de 1981, Carl Sagan sugeriu que tirassem uma foto da Terra. Alguns foram contra a idéia, já que, àquela distância, não obteríamos nenhuma informação relevante sobre nosso planeta, que apareceria como apenas um ponto...

Mas foi justamente pelo fato de que a Terra apareceria como um ponto que Carl Sagan sugeriu a foto. Nos daria uma idéia do nosso tamanho. Uma lição de humildade, talvez. Não teve jeito: a idéia foi recusada.

Esperaram mais. Em 1989, quando as espaçonaves já haviam passado de Plutão e não havia mais fotos a tirar, decidiram direcionar as câmeras para a Terra. (Contribuiu também o fato de que alguns dos técnicos envolvidos no projeto seriam remanejados para outros trabalhos... Seria naquele momento, ou nunca mais!)

A foto foi tirada e é conhecida como "The Pale Blue Dot", já que a Terra aparece como um pálido ponto azul.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Encontre X

Coisas que computadores não fazem:

Veja um vídeo de Isaac Asimov falando de computadores como substitutos do cérebro humano no You Tube.