segunda-feira, 14 de abril de 2008

Conselhos a um jornalista

Na edição de Abril/2008 da SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, J.R. Minkel entrevista o físico H. Jeff Kimble, do California Institute of Technology sobre teletransportes. Após algumas perguntas sobre os avanços em teletransportes quânticos [1, 2], o entrevistador tenta (bravamente !) uma guinada no assunto:

[MINKEL] Mudando de assunto - esse novo filme, Jumper, é sobre um menino e outro personagem que se teletransportam de um lugar para o outro.

[KIMBLE] Não sabia disso.

[MINKEL] Se você assistir a X-Men 2, o Noturno...

[KIMBLE] Também não assisti a X-Men.

[MINKEL] Você assiste à série Heroes?

[KIMBLE] Não. Assisto a alguns jogos de futebol americano.

[MINKEL] Mas conhece o capitão Kirk...

[KIMBLE] Gostaria de lhe dar um conselho. Não fale sobre teletransportar pessoas em seu artigo. Existe um pioneirismo incrivelmente emocionante na ciência atual que não existia há 15 ou 20 anos [...] Há experiências acontecendo que são realmente estimulantes.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Torrões de açúcar

- Quantos torrões de açúcar o senhor põe no café?

- Depende... Quando estou em casa, ponho um. Quando na casa dos outros, ponho três..... Mas eu gosto mesmo é de pôr dois.

terça-feira, 18 de março de 2008

A Noção de Continuidade

TEXTO AQUI.

Há diferentes modos de dizer se uma função matemática é contínua ou descontínua, pois há diferentes tipos de função. É claro que todos concordam para uma mesma função.

Este texto não contém abordagem diferente e o nível de detalhe não é maior do que os muitos textos sobre o assunto (e para acabar de lascar, as figuras foram originalmente feitas à mão, de modo que não aparecem neste PDF, embora não sejam difíceis de imaginar). Ponho aqui pq nada me custa, já que já estava escrito.

domingo, 9 de março de 2008

Mulheres na Ciência (por Peter B. Medawar)

Veio às minhas mãos o livro "Conselhos a um jovem cientista", de Peter Brian Medawar, e tenho achado um livro muito bom, até onde li. Aliás, um adendo: Sem saber absolutamente nada sobre o autor, ou a obra, achei por bem pesquisar quem foi o sujeito antes de iniciar a leitura. E grande foi a surpresa quando descobri que ele recebeu o prêmio Nobel de medicina e fisiologia em 1960 ("por seus estudos sobre resistência imunológica adquirida"). A surpresa, é claro, não está nesta informação, mas no fato de que Peter é brasileiro (ou pelo menos "foi"...). Nascido e criado no Rio de Janeiro até os 14 anos de idade.

Pq se diz, então, que nunca um brasileiro recebeu um Nobel? Pq à época do recebimento do prêmio, ele já não possuía a cidadania brasileira. Aconteceu que ele foi estudar na Inglaterra aos 14 anos de idade e quando chegou a época de servir ao exército (ou à Patria, como queiram), o jovem solicitou a dispensa do dever para continuar seus estudos. O governo brasileiro negou o pedido e Peter perdeu a cidadania brasileira, tornando-se um cidadão britânico... Tudo bem que os estudos avançados de Medawar foram feitos na Inglaterra, mas lembremo-nos que Albert Einstein deixou a Alemanha aos 15 anos de idade para ir para Itália e foi em seguida (aos 16 anos) fazer seus estudos superiores na Suíça. Além disso, Einstein também perdeu a cidadania alemã aos 17 anos (ele também a renunciou para fugir das obrigações militares).

Bom, isso era só um adendo. Devido à "semana da mulher", quero transcrever algumas coisas que li no livro supracitado de Medawar.

"No mundo inteiro, dezenas de milhares de mulheres [desenvolvem suas atividades científicas] tão bem ou tão mal quanto os homens e pelas mesmas razões: prosperam as que são autoconfiantes, inteligentes, 'dedicadas' e persistentes; esmorecem as pouco entusiastas, medíocres e sem imaginação"

"Em vista da importância atribuída à 'intuição' [...], poderíamos ser tentados a pensar que as mulheres são especialmente dotadas para as ciências. É um ponto de vista não compartilhado amplamente pelas mulheres, e acho eu que ele não apresenta vistos de autenticidade, porquanto a 'intuição' acima referida [...] tem mais a ver com uma percepção de feitio próprio nas relações humanas de que a imaginosa capacidade de conjeturar, que é o ato gerador na ciência."

"As jovens que defendem com entusiasmo a escolha da carreira científica [...], devem ser cautelosas e não citar Madame Curie como evidência de que mulher pode atingir grandes realizações na ciência; qualquer tendência de generalização, a partir de casos isolados, a ninguém convencerá [...] - Não é Madame Curie, mas as dezenas de milhares de mulheres bem pagas e freqüentemente felizes com a ocupação científica, a que se acham ligadas, que devem ser lembradas."

"Homens [...] que vão ao ponto extrema de se casarem com cientistas devem estar claramente avisados de antemão, em vez de aprenderem mais tarde, penosamente, que suas esposas estão presas a uma terrível obsessão que ocupa o primeiro lugar em suas vidas, fora de casa e, provavelmente, dentro [...]. O marido de uma cientista [...] não deve esperar que vá encontrar um cozido de frango ao vapor de Majorlaine pronto sobre a mesa, quando vem do trabalho para casa, [o trabalho do marido é] provavelmente menos atribulado do que de sua esposa".

[Medawar diz coisas semelhantes no caso de mulheres que casam com cientistas e fala também de casais de cientistas, argumentando sobre o benefíco, ou malefício de uma instituição permitir marido e mulher no mesmo grupo de pesquisas, mas omiti tais passagens]

quinta-feira, 6 de março de 2008

O Teorema da Função Implícita (e Inversa)

LINK PARA TEXTO COMPLETO AQUI.

Enquanto preparava o texto, encontrei poucas referências na internet. Há, é claro, muitos sites (a maioria em inglês) explicando o teorema [1] e dando exemplos de sua utilidade [2, 3, 4, 5], ou tratando de casos especiais. Alguns indicam a demonstração, mas o precedimento que mais me agradou foi aquele do livro Cálculo em Variedades, de Michael Spivak. O texto que aqui apresento contém uma demonstração seguindo de perto os passos do livro do Spivak.

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P.S. Não fiz uma nova pesquisa para saber como está agora a disponibilidade de textos sobre isso na internet, mas mesmo uma pesquisa despretensiosa encontrou um trabalho que eu não tinha encontrado antes do Prof. Doherty Andrade, da Universidade Estadual de Maringá. (O resultado mais engraçado que o Google forneceu foi este... E apareceu na primeira página de resultados! Rsrsrsrs)

segunda-feira, 3 de março de 2008

É importante duvidar!

O desenho acima, do cartunista Sidney Harris, me lembra uma frase famosa de Carl Sagan:
"Uma afirmação extraordinária exige evidências extraordinárias."
... Por vezes as pessoas falam que os cientistas são céticos e que são fechados para novas idéias e até acontece de ouvirmos críticas aos contemporâneos de alguns gênios do passado, cujas teorias não foram aceitas facilmente. Mas é fácil criticá-los quando nossa perspectiva da história nos fornece a vantagem de saber quais idéias eram boas e quais eram ruins. Vejo muita gente dizendo que devemos duvidar do que é tido como certo pelos outros e das teorias vigentes. Mas poucas pessoas enfatizam como é importante duvidar do novo também. Passam a idéia de que duvidar do antigo é revolucionário e original, a própria personificação do gênio. Enquanto que duvidar do novo revela um conservadorismo prejudicial e uma visão bitolada do mundo. Escondidas nos registros históricos, deve haver muitas idéias para as quais a rigidez em aceitar o novo nos salvou de dar um passo atrás...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Assistindo aula no MIT

O Massachusetts Institute of Technology disponibiliza, através do OpenCourseWare, aulas nos mais diversos assuntos. Lá, encontram-se vídeos com as aulas de física do professor Walter Lewin sobre mecânica clássica, eletricidade & magnetismo e ondas & vibrações. E uma série de pessoas falando sobre diferentes tópicos em relatividade geral & astrofísica (dentre eles, o famoso criador do modelo inflacionário para o Universo, o americano Alan Guth).

Na verdade, há material também sobre vários outros assuntos. Mas nem todos possui vídeos de aulas (por exemplo, somente o áudio da aula sobre neurociências é oferecido).

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O Teorema de Birkhoff

ARTIGO DETALHADO SOBRE O TEOREMA AQUI. (em PDF.)

No semestre passado, fiz uma disciplina de Introdução aos Métodos Matemáticos da Relatividade Geral, em que se focava (como o nome sugere) nos aspectos puramente matemáticos da teoria de Einstein. Ao fim do curso, tivemos que apresentar alguns seminários e a maioria de nós escolheu temas "físicos". Fomos orientados pelo professor da disciplina (João Carlos Barata) a abordar o tema sob um ponto de vista matemático, evitando sempre usar justificativas físicas para as afirmações e buscando ser o mais geral possível.

Escolhi falar sobre o teorema de Birkhoff, que diz algo bastante simples a primeira vista: "Uma configuração esfericamente simétrica de massa dá origem à um campo gravitacional esfericamente simétrico". Mais do que isso, o teorema afirma ainda que essa solução não muda com o passar do tempo (em outras palavras, impondo apenas uma simetria esférica, obtém-se uma simetria de tranlação no tempo "de brinde"... o "brinde" é uma consequência das equações de Einstein para o campo gravitacional). Mostrar isso com rigor matemático é complicado pq em relatividade geral não temos uma métrica específica e é necessário ser bem cuidadoso com o que entendemos por "esfericamente simétrico"...

Este teorema tem o seu paralelo na teoria Newtoniana da gravitação. O próprio Newton mostrou em seus Principia que podemos considerar toda a massa de uma configuração esférica concentrada no seu centro para efeitos de cálculos e que se estivermos no interior de uma casca esférica não sentiremos os efeitos gravitacionais desta casca. Estes mesmos resultados valem na teoria de Einstein devido ao teorema de Birkhoff.

A maioria dos livros de relatividade geral demonstram o teorema de Birkhoff, mas partem do pressuposto de que é possível escrever a métrica do espaço-tempo na sua forma diagonal. Uma demonstração rigorosa deste fato é feita no livro de Hawking e Ellis, de 1973. Entretanto, os autores assumem explicitamente a simetria esférica, quando a versão mais geral do teorema diz respeito a um grupo de Lie qualquer e essa análise mais geral está num artigo de Bernd Schmidt (1967).

Para escrever o trabalho, fiz pesquisas na internet e encontrei pouquíssimas referências e não lembro de ter encontrado a demonstração completa em nenhum lugar além destes dois que citei no parágrafo anterior. Disponibilizo, então aqui o texto do meu seminário, baseado na demonstração do Hawking/Ellis, sendo, entretanto, mais detalhado e contendo o teorema mais geral, referente à álgebras de Lie diferentes de SO(3). O texto não contém a demonstração da versão geral do teorema, mas os argumentos para demonstrá-lo são bem parecidos com aqueles do caso particular.

Bom, o texto está em www.fma.if.usp.br/~leandro/diversos.html, juntamente com outros (que serão adicionados em breve)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Tecnicidades em breve (... e brainstorming agora)

Ultimamente, venho tendo problemas em me afastar da minha linha de pesquisa. Com o avanço da mesma, não tenho tido tempo de comentar aqui assuntos gerais e isso justifica a quase inexistência de atualizações. Dessa forma, o tempo anteriormente dedicado a este blog será redirecionado para a digitação de algumas de minhas notas de estudo e/ou seminários, o que penso não ser de todo inútil a eventuais leitores (e é classificado como "trabalho" do ponto de vista do PhD), já que alguns deles são difíceis de encontrar na internet em português e outros, até mesmo em inglês. Começarei a postar estes textos em breve e farei o possível para citar aqui algumas notícias e artigos interessantes sobre ciência, ainda que não consiga me aprofundar como deveria.

Por exemplo, eu gostaria de ter tempo para escrever aqui sobre novas tecnologias que permitirão que telas de celular usem a luz ambiente para serem vistas. A tela decide quais frequências serão refletidas, de modo similar ao que acontece quando olhamos para objetos quaisquer que não emitem luz, mas apresentam cores diferentes por refletirem comprimentos de onda diferentes... (na tecnologia atual, as imagens são formadas por pontos de luz, o que dá boa definição quando o ambiente não é iluminado, mas é mal visualizada quando o ambiente possui luz intensa - tente olhar para a tela de seu celular quando a luz solar incide diretamente na mesma... Por outro lado, uma maçã - que usa a "tecnologia da Natureza", não fica difícil de ver quando a luz sobre ela é intensa). Outra vantagem desta tecnologia é o menor consumo de bateria.

Também há tecnologias que usam a luminosidade noturna para tirar fotografias à noite (um assunto muito interessante, já que é conhecido há bastante tempo que a radiação cósmica excita as partículas da atmosfera e o processo gera luz. E usar esse conhecimento "teórico" - e antigo - para enxergar à noite me parece fascinante!).. Essa tecnologia difere bastante do que temos atualmente (usando a radiação térmica para ter imagens de pessoas, por exemplo... o problema com a radiação térmica é que obviamente há coisas muito diferentes com a mesma temperatura e isso gera uma visão borrada, sem contar que não é possível tirar foto de objetos, que normalmente estão todos à temperatura ambiente)... Para buscar informações sobre isso, procurem pelas palavras-chave "Conor Rafferty", Clifford King", "TriWave" e "NoblePeak".

Outra coisa muito legal que eu vi de tecnologias foi a implantação de um circuito numa lente de contato (!), com isso, dá pra o sujeto ter uma tela LCD na lente de contato e ver coisas que ninguém mais vê... e novamente não posso ir além de citar o texto, por não ter tido tempo de me aprofundar.

Há também avanços em química, com potencial para o uso social. A técnica de cromatografia é conhecida desde o início do século XX e permite aos químicos separar duas substâncias... Novamente: Ah! Tivesse eu tempo, teria prazer em estudar e explicar o funcionamento dessa técnica e as enormes contribuições que já deu (por exemplo, separando os diversos aminoácidos presentes numa proteína...). A inovação que eu queria comentar aqui é usar técnicas como essa (e outras, é claro) para separar substâncias ilícitas (como a cocaína, por exemplo) do esgoto. Isso permitiria ao governo ter idéia da quantidade de droga consumida pela cidade e melhorar as políticas anti-drogas (claro que saberíamos apenas a média da população, sendo impossível saber se metade usou o dobro da média, ou se todos usaram).... e isso me lembra o texto "Lixo" do Luís Fernando Veríssimo.... muito bom: aconselho a crônica...

...Ah! E tem também o "mercado do carbono".. Já ouviram falar disso? Tem uma tese da USP sobre isso... Negócio é o seguinte: No protocolo de Kyoto (ou Quioto), assinado em 1997, os países industrializados se comprometeram a reduzir a taxa de emissão de CO2 a partir de 2008, e o modo encontrado de fazê-lo é proibir as empresas de ultrapassarem certo limite estabelecido. Como as indústrias nos países em desenvolvimento não emitem tudo que têm direito, estabeleceu-se uma espécie de moeda do CO2: Se uma empresa inglesa está ultrapassando seu limite, ela paga à uma empresa no Brasil que está 20% abaixo do limite, de modo que embora a empresa inglesa emita mais, a brasileira se compromete a emitir menos e se considerarmos o conjunto das duas, não há excesso de emissão. Outro modo seria investir em energia eólica por aqui, o que lhes daria crédito para poluírem mais (já que "na média global", não estão ultrapassando...). O nome chique desse mercado é Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)... É legal saber disso direito pq é muito comum as multinacionais se vangloriarem das suas "investimentos no meio-ambiente" e tal... Mas eu não sei sobre isso. Só ouvi falar e deixo a pulga na orelha de quem se interessou, desejando que este descubra mais sobre o assunto e eventualmente espalhe o conhecimento.

Aliás, por falar em "espalhar o conhecimento", tem uma outra coisa sobre a qual li recentemente e eu adoraria comentar algo além de repetir o que li em algum lugar (Scientific American Brasil, Janeiro de 2008). Com o recente Programa Genoma Humano, a empresa Sciona, da Inglaterra, começou a vender "receitas personalizadas" (outras empresas são Genelex, Genova Diagnostics e Suracell). O cliente manda sua saliva e responde à um questionário (se fuma, se corre, se trabalha, etc) e eles dizem qual sua melhor dieta... O serviço/produto chama-se Cellf e a SciAmBr diz que custa US$ 269, atualmente. De tantos protestos, a empresa se mudou para os EUA... Uma conselheira do governo britânico sobre assuntos relacionados à genética disse: "Dissemos à Sciona que, caso insistissem, questionaríamos publicamente os produtos oferecidos por eles"... A SciAmBr também informa que a empresa enfrenta dificuldades com o governo americano também. O Tribunal de Contas Geral dos Estados Unidos fez uma "operação secreta" para testar a boa-vontade da empresa: Simulou diversos perfis nos questionário, mantendo o mesmo DNA (de uma criança de 9 meses). Não é de se impressionar que a empresa mandou receitas diversas.... As receitas? "Tente se exercitar mais", "Coma mais verduras e frutas", "Não exagere no álcool", etc. Cientificamente, não sabemos ainda o papel dos diversos genes, o que mostra que a "medicina personalizada" não tem bases científicas. Se não cuidarmos em educar a população em ciência, não custa termos em breve uma astrologia genética, em que a influência dos astros são ponderadas pelas informações contidas numa cusparada do cliente... (Um pouco de justiça seja feita: A empresa percebeu a farsa quando o grupo enviou saliva de cães e gatos... Embora o fato de que eles percebam esse tipo de coisa possa ser prejudicial na medida em que a população tem a falsa idéia de um teste científico sério.)

Ahahahahah.... Esse post era pra dizer que não vou mais escrever pq não tenho tempo. E eis que eu me mostro ser um desocupado ao escrever um texto tão grande!! Mas entendam: O que está dito acima é um "convite à leitura" e não realmente "informação séria". Afinal, muitas das coisas que disse acima são de memória e sem rigor ou cuidado na linguagem. No mais, a maioria trata de assuntos sobre os quais tenho conhecimento ínfimo e a possibilidade de informação enganosa é alta. Com isso, quero pedir desde já desculpas ao leitor exigente e atento aos detalhes que disser, por exemplo, que no esgoto já não há mais cocaína, e sim benzoilecgonina (que é o que sobra quando a cocaína atua no cérebro e é expelida pela urina), ou reclamar da falta de referências.